Saiba os 9 princípios das equipes de alta performance e descubra o que é Coaching de Equipes com a Caroline Calaça e Márcia Belmiro.

Há uma diferença entre grupos e equipes, uma vez que essas possuem suas próprias dinâmicas e particularidades conforme os objetivos e motivações inerentes, reflexo, por sua vez, de aspectos internos ao grupo e do ambiente do qual esse mesmo grupo está inserido.

Logo, o presente artigo pretende, pautando tanto nas ciências da Administração quanto nos estudos da Master Coach Executiva e de Negócios Caroline Calaça (quem é?) e também, da Master Coach, Psicóloga e Especialista em Neurociência Aplicada à Educação Márcia Belmiro (quem é?), apresentar alguns conceitos e diretrizes úteis para a construção de equipes de alta performance sobre uma abordagem coaching. Equipes de alta performance são estratégicas e importantes para as empresas modernas como poderemos perceber nestes escritos, onde, em meio a esse cenário, surgi o papel do Team Coach ou Coach que atua voltado para equipes.

Coaching, conforme pesquisas, é extremamente eficiente e eficaz para elevação dos resultados e do desempenho, para o aumento da autoconsciência, do foco, para amenizar crenças improdutivas, para otimização de estratégias mentais e emocionais, bem como de tomada de decisões e nas soluções de problemas, para tanto, se vale de um conjunto de técnicas e ferramentas para conduzir o cliente (coachee), a entrar fortemente em ação em prol dos seus objetivos, buscando o aprendizado e melhoria contínua.

Grupos ou equipes?

Grupo, no âmbito empresarial, conforme ressalta o professor Macêdo da FGV: “é uma reunião de pessoas com um ou mais objetivos comuns e que se percebem como integrantes”. Ao longo da sua criação e existência, esse mesmo grupo sofre influência de 3 fatores: do ambiente, do próprio grupo e da individualidade de cada um. São esses 3 fatores que combinados geram as regras e os padrões de comportamento do grupo, tais comportamentos são orientados para 2 objetivos conforme o professor: para execução da tarefa e a sua continuidade, o que inclui neste, o relacionamento.

Assim sendo, temos grupos de trabalho, de força-tarefa, de comitê, de conselho, de comissão, turma, entre outros, sejam eles voltados para atividades temporárias ou permanentes e seus diferentes propósitos: reunião, pesquisa, difusão de conhecimentos, divisão e distribuição do trabalho, isso para citar alguns.

Entretanto, a grande questão que surge é a seguinte: quando um grupo se transforma em uma equipe (ou time)? Para estudiosos do tema, equipe implica em:

“Um conjunto de pessoas com habilidades complementares, atuando juntas numa mesma atividade, com propósitos e objetivos comuns, comprometidas umas com as outras e com a qualidade dos relacionamentos e resultados” (De Macêdo et. al, 2007).

Já para a Master Coach Executiva e de Negócios Caroline Calaça, o que distingue um grupo de um time (ou equipe) é que o grupo se caracteriza por ser “pessoas que se reúnem com um interesse em comum, mas não têm o mesmo objetivo em mente, enquanto equipe (ou time) é um conjunto de pessoas que são interdependentes e interagem entre si com o propósito de realizar uma meta ou atingir um objetivo em comum”.

Para a Master Coach, Psicóloga e Especialista Márcia Belmiro, por sua vez, grupo “é apenas um conjunto de pessoas que trabalham lado a lado” enquanto equipe pode ser entendida como “uma formação coesa, organizada e unida por objetivos e propósitos comuns, possuindo inclusive, espírito de nós, maturidade emocional, comunicação fluida e complementaridade na sua natureza individual e nos seus talentos”.

Interessante perceber que apesar de, em um primeiro momento, associarmos, sem perder de vista os conceitos, equipes com organizações, o fato é que podemos ampliar esse conceito de “equipe” e relacionarmos com: grupos religiosos e comunitários, associações, classes de alunos, equipes de professores de uma mesma escola e, em especial, família. O Dr. Içami Tiba já defendia esse conceito de “família como uma equipe, um time”.

Afinal, o que é Team Coaching?

A Master Coach Márcia, cita, ao se referir ao Team Coaching (ou Coaching de Equipes), que este é um “processo de desenvolvimento de pessoas que convivem juntas e por sua essência precisam performar e atender expectativas internas (do grupo) e externas (da empresa), conduzido por um profissional preparado para isso – o Team Coach – que atua em parceria com as pessoas desse grupo de modo a elevar o estágio do grupo ao nível de equipe e com isso, alcançarem objetivos comuns”.

Team coaching é muito utilizado em equipes que exercem tarefas e atividades complexas e é utilizado pelas empresas, entre vários aspectos, para:

Desenvolver a criatividade e a inovação da equipe; Buscar soluções de problemas de forma mais construtivas e assertivas; Alavancar seus resultados e ampliar a aprendizagem em grupo; Administrar ainda melhor seus recursos, tanto físicos quanto humanos; Identificação de melhorias; Aprimorar a comunicação e construir níveis mais profundos de cooperação e confiança; Promover o senso de prioridade com foco em metas e resultados; Valorizar a contribuição que cada membro pode oferecer;

De grupo a equipe de alta performance

Como equipe (ou times) tem suas características e identidade própria, torna-se necessário o planejamento dessa construção de identidade e interrelação de seus membros. Um Team Coach, juntamente com os profissionais de RH e Líderes, poderá contribuir significativamente para levar o grupo a percorrer, de forma produtiva, os estágios de desenvolvimento até se tornarem uma equipe de alta performance. Esses estágios são dinâmicos e que segundo as especialistas Márcia Belmiro e Caroline Calaça, são 5. Tais estágios envolvem:

Estágio de formação: como há uma necessidade de inclusão, os membros desejam ser aceitos e aprovados, logo, os integrantes se sentem pressionados a concordarem entre si. Nesta fase, tendem a ser gentis, positivos e se sentirem ansiosos. Nela ainda há a definição de objetivos, propósitos, valores e de indicadores de desempenho;

Estágio de Tempestade (ou confronto): surge alguns conflitos, testes de limites, embates durante as discussões, tendência a desafiar autoridades, desconforto e questionamentos. Em meio a esse momento surgi uma grande carga emocional no grupo em função dos desconfortos velados. Desenvolver a comunicação, empatia, escuta ativa e habilidades para solução de problemas são preponderantes neste segundo estágio.

Estágio de normalização (ou normatização): surgimento, se for devidamente conduzido e intermediado, de normas e as regras claras de convívio, de relacionamento e de crescimento da equipe. Também, a hierarquia é estabelecida com suas respectivas funções, a socialização e a ajuda mútua se fortalecem, há um aumento do comprometimento dos indivíduos para com as metas e para com os objetivos estabelecidos. A qualidade dessa fase é determinante para progredirem de grupo para equipe de alta performance.

Estágio de desempenho (ou performance): neste estágio fica ainda mais evidente as regras e as normas de funcionamento do grupo de modo a aumentar o engajamento, o que se traduz em mais autonomia e encorajamento para entrarem em ação, encarar os desafios e superar limitações. O foco em resultados impera, bem como a visão compartilhada e a cultura da equipe se fortalece. Processos e estruturas estão bem definidas e coerentes, o que reflete em uma maior segurança emocional, e psicológica e social.

Estágio de suspensão e término (ou conclusão): tratando-se de equipes temporárias, ocorre a debandada dos membros da equipe e ou, a inclusão (e ou saída) alguns membros. É um momento de consolidar o aprendizado da equipe, validar aprendizados individuais e fazer registros e históricos.

9 princípios das equipes de alta performance

Nota-se que um time permanentemente passa por processos de experimentação, trocas e aprendizados e os principais requisitos para seu bom funcionamento são ressaltados pela Caroline Calaça e Márcia Belmiro:

Consciência dos objetivos: ideia clara e do propósito da construção daquele time; Conhecimento das condições: disponibilidade de recursos e dos limites dos prazos; Comunicação aberta atentando-se para o bom relacionamento: acesso às informações, liberdade de expressão e respeito entre os membros;

Aceitação das diferenças individuais: é a convivência com valores, cultura e traços de personalidades diferentes;

Capacidade de negociar e fazer concessões separando as pessoas dos problemas: ouvir, entender e só depois falar, respeitando assim, o direito de expressão dos demais e buscando uma solução ganha/ganha;

Propensão para aprender, compartilhar e explorar ações em conjunto: inclui, portanto, compartilhar informações e conhecimentos, responsabilidades e tarefas. Comunicar-se de forma eficaz e dar e receber feedback são fundamentais; Entusiasmo: requisito para se manter o humor e para poder aceitar os desafios, também, para superar obstáculos; Comportamento ético e ater aos fatos: as relações devem estar pautadas em respeito mútuo, confiança e comprometimento, para tanto, para que não haja guerras de opiniões, deve se ater aos fatos, às situações concretas; Flexibilidade e prestar a atenção nas intenções positivas: de modo a aproveitar os pontos fortes de cada um, deve-se incentivar a troca de papéis escutando-os sem preconceitos. Dessa forma, há o estímulo a liderança compartilhada. E você, se deu conta agora da necessidade de construir (ou fazer parte) de uma equipe de alta performance? Sendo coach, já pensou em atuar no nicho de equipes?

(Fonte: Administradores)