Mudar o rumo da vida ou da carreira é sempre um desafio. Por opção ou por obrigação, estar numa posição de recomeço é quase sempre desconfortável.

Mas será que essa posição é de todo ruim? Será que desconfortável é assim tão desagradável? Será que precisa ser? Em alguns momentos é, mas é importante que eles sejam exceção da exceção. Por quê? Porque por trás desse desconforto pode se encontrar um cenário completamente oposto: agradável, sólido, satisfatório, íntegro e recompensador. É como o velho ditado que diz que “sempre depois de uma tempestade vem uma calmaria”. Essa calmaria, que é a analogia do que pode estar por trás de uma posição superficialmente desconfortável, pode não ser tão calma e plena assim no dia a dia, mas sim no seu “eu”, que encontra paz interior no caos ao seu redor, uma vez que sabe que tudo aquilo é condição para um bom resultado, para algo maior que você tanto deseja.

As rédeas estão nas suas mãos. Seus anseios, suas ações, reações, projetos e especialmente seus resultados são de sua inteira responsabilidade, ainda que todos nós gostemos de contar com uma pitada de sorte ao nosso lado nos acompanhando! Isso é empreender: encontrar a calmaria e a certeza em meio ao caos dinâmico num emaranhado de incertezas, e saber que todo e qualquer output depende única e exclusivamente de você!

Você se sente confortável na sua situação atual? Sua vida profissional, seu status profissional? Sua propriedade técnica, suas habilidades, sua função e suas atividades do dia a dia te satisfazem? Independente da resposta – se sim, se não, se talvez ou se não sei –, vale a pena pensar um pouco nas possibilidades de um voo que esse “eu”; pode alçar, seja ele profissional, pessoal ou social.

Lembrando que voo é qualquer deslocamento regular no espaço atmosférico sem contato regular com o solo. Seu “eu” não precisa atravessar o oceano para voar, especialmente num voo inaugural. Um pequeno voo de atravessar a rua já pode ser suficiente para você descobrir uma nova perspectiva, um novo projeto, um novo modo, um novo objetivo, ou até mesmo um novo rumo. Qualquer um desses voos pode, por um momento, te introduzir àquele desconforto que comentamos antes: um recomeço. Mas e daí? Lembra que atrás desse desconforto pode existir um belo cenário? Lembra também que você detém as rédeas de tudo isso, e que é 100% responsável pelo resultado? Bom que lembra! Vale a pena nunca se esquecer disso. Em algum momento, sua vida – seu “eu” – pode se beneficiar e muito dessa lembrança.

Afinal, seja seu voo curto ou longo, ele sempre tem uma chegada, que dificilmente vai ser seu destino final, mas uma escala para um novo recomeço, e assim cíclica e continuamente. Quão disposto e atento você está para reconhecer o momento de alçar seu voo?

Daniel Colella
Consultor Comercial B2B