O caminho é árduo, mas é uma aventura na qual vale a pena embarcar!

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Todo mundo sabe: o empreendedorismo está na moda no Brasil. De acordo com o Sebrae, em 2015, a taxa de empreendedorismo estava na casa dos 39%, maior índice em 14 anos. Para ter uma ideia mais clara da grandiosidade do número: 52 milhões de brasileiros com idade entre 18 e 64 estavam envolvidos na criação ou manutenção de algum tipo de negócio. Porém, o crescimento é lento e a taxa de mortalidade é alta: apenas 0,7% das empresas crescem mais de 20% ao ano, por pelo menos três anos.

O caminho é árduo, mas é uma aventura na qual vale a pena embarcar. Basta se preparar para tal, conhecendo o mercado que quer atuar, os clientes e seus desejos e necessidades, ter competências e pessoas competentes ao lado e um produto compatível com tudo isto.

Abaixo listamos dez dicas compartilhadas durante uma palestra na Feira do Empreendedor do Sebrae 2018 e que podem ajudar a quem está iniciando a aventura do empreendedorismo:

Pessoas são mais importantes que processos

Quanto menor a empresa, menos o empreendedor pode errar na contratação de funcionários. Normalmente, contrata colaboradores não porque tenham competências que correspondam à sua necessidade, mas porque fazem parte da sua rede de relacionamentos, são de confiança. E, como esse empreendedor tem sempre pouco tempo e dinheiro, um investimento errado nesse âmbito pode lhe custar muito mais caro – não necessariamente por perder dinheiro, mas muitas vezes, por deixar de ganhar. Portanto, atenção: vale mais a pena investir em um bom recrutamento do que contratar o amigo do amigo que está precisando trabalhar.

Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno

Mesmo que a empresa seja micro, pequena e média empresa (MPME), os empreendedores não precisam se comportar como tal. Podem (e devem) ter uma estrutura condizente com o seu tamanho. Porém, precisam ter ações, comportamentos e resultados típicos de grandes empresas. Ter sempre a preocupação de honrar prazos, entregar o que foi prometido, com bom padrão de qualidade são alguns exemplos de como é pensar grande na prática.

Meritocracia é importante

Como eu disse no primeiro item, normalmente numa MPME, as coisas funcionam mais na relação interpessoal do que na capacidade de entrega dos colaboradores. Muitas vezes, o sistema de meritocracia é olhado pelos pequenos como algo desnecessário e que funciona apenas em empresas de grande porte. Porém, mesmo tendo uma estrutura pequena, é possível criar processos que remunerem ou promovam os colaboradores de acordo com a produtividade de cada um.

Uma boa cultura organizacional

Quando uma empresa é MPME ela tende a ter muito do comportamento do dono. Porém, o empreendedor não deve se comportar como dono, mas sim, como gestor. Se não o fizer, ele pode cair na armadilha do paternalismo onde nunca se encaixa um sistema de meritocracia. Numa empresa onde tudo gira em torno do dono tem muita dificuldade para crescer, pois a cultura organizacional rígida trava o desenvolvimento da empresa.

Quanto mais simples melhor!

A maior dificuldade atualmente é transformar as coisas complexas em simples. Mas é preciso conhecer o complexo, o macro, para poder simplificar, senão conhecer, as coisas se tornam simplórias. Quanto mais simples forem os processos – tomada de decisão, precificação, orçamento, detalhes dos produtos etc – mais fácil será o gerenciamento.

Não há atalhos

O que muitos empreendedores imaginam que só porque sabem determinada coisa é mais fácil. E não é. Tem um trabalho árduo e um conhecimento específico que ele precisa desenvolver. Tem que estudar, desenhar processos, se atualizar. Para ter sucesso é preciso fazer as coisas de jeitos diferentes esperando resultados diferentes.

Criar e administrar o dinheiro é importante

Muitos empreendedores começam seus negócios porque têm uma veia criativa e inovadora, mas esquece seu fluxo de caixa e capital de giro. Portanto, se o empreendedor não a competência da administração financeira, precisa ter alguém que o faça. Um bom gerenciamento é tão importante quanto uma inovação.

Velocidade sem controle não é nada!

Disciplina e calma são palavras de ordem. Muita gente projeta seu plano de expansão sem muito controle. Quando temos uma empresa nova qualquer número é bom, mas se o empreendedor começa a fazer investimentos muito altos em folha de pagamento ou produção, por exemplo, pode aumentar seu custo operacional e reduzir o seu lucro, correndo grande risco de entrar para a estatística de empresas quebradas em menos de um ano. A taxa de mortalidade das MPME é de 27% no primeiro ano e 54% no quinto ano.

Busque o conhecimento e a melhoria contínua

Quanto mais o empreendedor conhecer do seu mercado e do próprio negócio melhor será para ele. Às vezes, ele está tão focado no crescimento e desenvolvimento de sua empresa que ele para de estudar e pesquisar mercado. Assim, corre o risco de ficar preso no próprio casulo e não alcança voos maiores. O universo fica pequeno, curto e estreito. É preciso trabalhar forte com network, se atualizar nas novidades de seu mercado, de repente, até fazer uma nova especialização ou um MBA, nova graduação, enfim, buscar se atualizar é muito importante.

Tenha alguns Conselheiros

Muitas vezes o empresário é sozinho e as tomadas de decisão nesse processo são muito solitárias. Por isso, é importante ter pessoas mais experientes nas quais confia com quem possa compartilhar as dores de seu empreendimento para ser ajudado a melhorar seu desempenho e a tomada de decisão.

Claudio Zanutim — Autor, palestrante e consultor. Especialista em vendas complexas e de alta performance, construção e alcance de metas e objetivos, liderança, empreendedorismo, atendimento e gestão de pessoas. Possui parceria com as principais consultorias de educação do país, a HSM Educação Corporativa, a Integração Escola de Negócios, Kuratore e é ativo na Inciativa Empreendedores Compulsivos. É autor de três livros “Como Construir Objetivos e Metas Atingíveis”, “45 Segundos de Insights” e ‘Espiritualidade nas Empresas”. Formado pela Escola de Palestras do Professor Reinaldo Polito e pela Academia do Palestrante, é Mestre em Administração de Empresas e Gestão de Pessoas (UMESP) e Master Coach pelo SLAC (Sociedade Latino Americana de Coaching).

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(Fonte: Administradores.com)